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Fandango
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| Fandango Gaúcho,
Cultura
Baile Tradicional, Folclore e Tradição |
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Fandango
"Dança Andaluza de procedência árabe. Dança de galanteio cantada com acompanhamento de violão e castanholas. Compasso ternário allegro". No Brasil, o fandango apresenta-se nas regiões litorâneas de inspiração portuguesa, no norte e nordeste é um auto de marujos - a Marujada - A Barca - e o Fandango do Paraná. "No Rio Grande do Sul, dá-se o nome de fandango ao conjunto de danças realizadas em um baile gaúcho". |
A páginaFandango é um instrumento de divulgação cultural especialmente dedicado ao fandango, baile de salão fundamentado no folclore e nas tradições do Rio Grande do Sul, tema de importância relevante na expressão autêntica da cultura e das tradições gaúchas, tal como a indulmentária, o chimarrão, o churrasco e os demais usos e costumes populares.
Esse trabalho é composto por resultados de uma pesquisa bibliográfica e discográfica particular realizada por motivação pessoal e independente sobre o baile tradicional gaúcho.
Os textos encontrados nessas páginas grafados com aspas são citações selecionadas de fontes e autores conforme referência bibliográfica segundo nossa melhor análise e avaliação. Os demais textos expressam idéias, sugestões e juízos que fazemos livremente sem a obrigação de concordar com outros pensamentos sobre o tema, sem deixar de reconhecer a existência e possível valor dos mesmos.
A páginaFandango está disponível desde junho
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através do endereço eletrônico. A busca por novos textos,
dados e melhorias é contínua.
A
guitarra originalmente é um instrumento musical de cordas não
eletrificado, possui braço longo e caixa de ressonância de
madeira em forma de ´8´ com fundo chato, também conhecido
como VIOLÃO de seis cordas é o segundo instrumento do conjunto
musical de fandango, é de muita importância para quem dança
pois é ele que dita e marca o compasso do ritmo musical.É comum aparecer outros instrumentos pouco importantes para o fandango, embora alguns menos avisados tentam coloca-los como primeiros instrumentos transformando o fandango em um espetáculo distorcido culturalmente sem nenhuma autenticidade: baixo e guitarra elétrica, bateria, bumbo, teclado eletrônico, percussão, são alguns instrumentos nada originais para o fandango gaúcho, devendo ser evitados, no entanto nos dias de hoje são popularmente aceitos, caso inevitável devem ser utilizados obrigatoriamente de forma discreta apenas como acompanhamento do fundo musical sem jamais “roubar” o som do violão e principalmente da cordeona.
As tecnologias de som a exemplo da amplificação é
um recurso musical comum nos fandangos atuais, pode ser aceito, entretanto
são necessários alguns cuidados, tais como: privilegiar o
som da cordeona e preferir a qualidade sonora ao excesso de volume, fandango
não é “baile de surdos”.
A letra da música tem sua importância quanto a sensibilidade, deve “tocar a alma humana”, mas no fandango quando ocorre ela deve ter a função de acompanhamento do conjunto musical, originalmente simples sem muitos recursos poéticos, respeitosa e sem vulgaridades, não é necessário gritar, falar “grosso”, usar termos chulos, forçar erros de pronúncia da língua portuguesa para mostrar que é mais gaúcho ou “campeiro” que os outros. Por outro lado as letras das músicas devem preferir como diz Glênio Fagundes “... colocar em relevo nossos usos, costumes e histórias, demostrando todo o orgulho, o amor e o respeito pelas coisas da nossa terra ...”.
O fandango é “baile de candeeiro”, baile de gente decente, não é bagunça nem farra de vândalos e “bagaceiros”, é um encontro social e familiar do gaúcho, pode ser realizado em qualquer salão, mas há preferências quanto a simplicidade de um galpão crioulo comum dos Centros de Tradição Gaúcha. O baile é executado com luzes brancas acesas sem fazer uso de efeitos especiais, tais como: luzes coloridas, piscantes, gelo seco, laser e muito menos no escuro, “baile de cola-atada não é coisa de gente decente e não entra prenda donzela”. O ambiente deve obrigatoriamente ser respeitoso, alegre e convidativo ao exercício da dança.
Por ser um momento social do gaúcho o fandango pode ser realizado em ocasiões especiais e comuns na vida de qualquer pessoa, aniversários, casamentos, batizados, comemorações, formaturas e jantares, desde que preservem os aspectos e valores de um “baile de candeeiro”.
A pilcha é o principal traje para o fandango gaúcho, entretanto em muitas ocasiões não é comum o seu uso, porém isso não impede a realização do fandango. Exceto em bailes oficiais de entidades tradicionalistas, os trajes sociais ou auto-esporte para homens e vestidos recatados, discretos e sem adornos excessivos para as mulheres geralmente ficam bem aos pares dançantes sem causar prejuízos à beleza e o andamento do baile.
Danças
Gaúchas
No Rio Grande do Sul a Vanera é um ritmo musical de andamento moderado, a coreografia é de dois passos para um lado (pé esquerdo) e um passo para o outro lado (pé direito), observando-se dois tempos musicais para ambos os lados.
A Vanera conquistou um espaço privilegiado entre os conjuntos musicais de fandango, sendo hoje, presença marcante e obrigatória em qualquer baile tradicional, praticamente sendo o ritmo básico do baile ou o mais executado no evento.
Vanerão
É um autêntico ritmo gaúcho, criado e desenvolvido no Rio Grande do Sul, diferente dos demais que mesmo com suas adaptações são das mais diversas origens (geralmente européias). Não sabe-se ao certo mas, alguns dissem que o bugio surgiu de um erro do gaiteiro, outros dissem que foi da tentativa de imitar o ronco do bugio usando o jogo de fole da gaita.
Era dança da ralé (camada inferior da sociedade) comum nos bailes ´Bragados´ da região rural missioneira e nos meretrícios, mas tornou-se bastante popular passando a ser aceita até mesmo nas festas da alta sociedade. Atualmente o Bugio tem grande aceitação no meio tradicionalista e na maioria das festas populares do Rio Grande do Sul especialmente nas regiões das missões, no planalto médio e nos campos de cima da serra, mas parece perder espaço entre grupos musicais, mesmo sendo a dança de salão mais autêntica e gaúcha entre todas as coreografias e ritmos executados no baile tradicional.
A coreografia lembra os movimentos do macaco, dois passos para cada lado, cada compasso é binário e equivale a dois movimentos para cada lado, sendo que na passagem do segundo para o terceiro movimento no momento em que é dado o jogo de foles da gaita, os pares dão um pulinho lateral.
Xote
MIRINS,
Os. 40 Anos - 15 Grandes Sucessos Regravados. Caxias do Sul.
ACIT, 1999, 15 músicas.
MONARCAS, Os. 30 Anos de Estrada - 23 Grandes Sucessos Regravados. Caxias do Sul. ACIT, 2002, 23 músicas.
BORGHETTI, Renato. Renato Borghetti. São Paulo, PolyGram/Sigla, 2000, 12 músicas.
PORCA
VÉIA. Sentado Sobre um Arreio. Porto Alegre, USA Discos,
1997, 10 músicas.
PORCA
VÉIA. De Toda Lida. Porto Alegre, USA Discos, 2001,
24 músicas.
PORCA
VÉIA. Novidade Velha. Porto Alegre, USA Discos / MegaTchê,
2002, 24 músicas.
Referências
Bibliográficas
ROCHA, Clóvis. ABC das Danças Gaúchas de Salão. Porto Alegre, Martins Livreiro, 2002, 62 p.
ARAÚJO, Alceu Maynard. Cultura Popular Brasileira. São Paulo, Editora Melhoramentos, 1977.
CAMARGO, Laerte. Curso Danças de Fandango, Folclore Vigente. Porto Alegre, SESI, 2000, 20 p.
CASCUDO, Luís da Câmara. Folclore do Brasil. Porto Alegre, Editora Fundo de Cultura.
IGTF. Folk, Festo e Tradições Gaúchas. Porto Alegre, Fundação Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, 1983.
LESSA, Barbosa e CÔRTES, J. C. Paixão. Danças e Andanças da Tradição Gaúcha. Porto Alegre, Ed. Garatuja, 1975,
MEYER, Augusto. Guia do Folclore Gaúcho. Rio de Janeiro, Ed. Presença, SEC-RS, MEC, 1975, 280 p.
SARAIVA,
Glauco. Manual do Tradicionalista. Porto Alegre, Livraria
Sulina Editora, 1968, 226 p.
Apuntes de Fandangos
"El fandango se hallaba
extendido por toda España ... . Se acepta su origen árabe
y su difusión desde Andalucía ..."
Espanha
http://platero.eup.us.es/portada/alumnos/cultura/aula_musica/aulamus/Apuntes/Fandango/A-FANDAN.html
Didáctica Del Flamenco.
Aspectos Generales Del Arte Flamenco
Espanha
http://caf.cica.es/mundo_flamenco/flamcd/b/b4/1.htm
Gazeta de Antropología
"El trovo alpujarreño.
De lo lírico a lo satírico."
Francisco Checa - Universidad
de Almería
Espanha
http://www.ugr.es/~pwlac/G12_07Francisco_Checa_Olmos.html
Averroes - Red Telemática
Educativa de Andalucía
"Materiales Curriculares
para la Didáctica del Flamenco y Música Tradicional de Andalucía"
Espanha
http://caf.cica.es/mundo_flamenco/flamcd/Default.htm
Fandango
"Datos extraidos del Diccionario
Flamenco de Jose Blas Vega y Manuel Rios Ruiz Cinterco - 1985."
Espanha
http://www.tristeyazul.com/histpal/palos/fandango.htm